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Gilmar Rinaldi é o novo coordenador técnico da CBF

Gilmar Rinaldi é o novo coordenador técnico da CBF (foto: Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)

Gilmar Rinaldi é o novo coordenador técnico da CBF (foto: Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)

 

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, anunciou que Gilmar Rinaldi será o novo coordenador técnico de futebol da entidade. Ele será o responsável por escolher o novo treinador da seleção brasileira principal.

“O treinador que será escolhido em parceria com a diretoria da CBF. O novo treinador irá estudar, ler e viajar muito pelos países para conhecer os centros de treinamento. Falar com outros técnicos para saber o que os outros estão fazendo”.

Ao ser questionado se já tem uma comissão técnica, Rinaldi desconversou e disse que “primeiro precisamos elaborar um perfil para ver se a pessoa é a ideal”. Ele destacou que é hora “de ter humildade e trabalhar muito”.

O novo coordenador técnico desconversou sobre o perfil do novo técnico, dizendo que tem que ser alguém que queira trabalhar a longo prazo e se “adaptar a uma nova filosofia”. Sobre o técnico da seleção ser estrangeiro, Rinaldi descartou a ideia. “Temos que buscar alguém de casa, alguém que conheça o futebol brasileiro. Não temos muito tempo para essa mudança”, destacou.

Marin ainda disse ainda que “espera que o anúncio seja feito até terça-feira (22)” e que “trabalharemos durante o final de semana para definir o nome”. Ele ressaltou que a escolha é “muito importante porque visa um projeto de curto, médio e longo prazo, até a próxima Copa do Mundo”.

Rinaldi falou que o foco será fazer uma interação com o que acontece com o futebol fora do Brasil, mas ressaltou que “não vamos copiar ninguém”. O novo coordenador afirmou ainda que o “momento é de ouvir e entender o que está acontecendo. E vou conversar com todos os que saíram aqui, pois todos eles têm muito para ajudar nesse momento”.

Ao ser questionado sobre se a CBF e as pessoas terão paciência caso demore para a seleção voltar a ser campeã, Rinaldi disse que “acredita na força do trabalho e no projeto”.

Sobre o passado de ser agente de futebol, o novo coordenador informou que “ontem à noite, encerrei meu vínculo com os jogadores remanescentes e o foco agora é só a seleção”. Rinaldi era empresário, entre outros jogadores, de Adriano.

Falando sobre a campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo, Gilmar comentou que o fato do boné “Força, Neymar” o incomodou, mas que o trabalho foi bem feito.

Na questão sobre a participação dos clubes na formação dos atletas e o coordenador Gallo declarou que “é muito difícil adaptar a nossa realidade com o que foi feito na Alemanha”. Segundo ele, não tem como obrigar os clubes a participar dessa formação, mas que a CBF tenta auxiliá-los.

Seleções de base

O coordenador das seleções de base, Alexandre Gallo, falou sobre as divisões menores da seleção. “Nossa ideia foi fazer uma renovação completa nas categorias de base e trouxemos profissionais para as três categorias da seleção”, afirmou Gallo dizendo que essas mudanças ocorreram há um ano e meio.

Gallo ainda falou que os jogadores que começam nas seleções passam por um maior treinamento e uma aproximação a categorias acima. Houve também “mudanças na preparação física e no treinamento dos goleiros”, para aproximar os trabalhos dessas equipes à seleção principal.

Ele contou ainda que há um trabalho para impedir que os jogadores menores de idade se naturalizem em outros países e que a CBF acompanha de perto a carreira desses meninos.

O coordenador ainda falou sobre as dificuldades sobre o calendário dessas categorias e dos problemas legais que o Brasil enfrenta para poder começar a ter uma seleção sub-15 que consiga treinar. Ele ainda comentou que a ideia seria criar uma seleção olímpica/principal para atender a necessidade do “vácuo” que ocorre com os jogadores que atuaram na sub-20.

Gallo citou o caso de Diego Costa, Thiago Alcântara e Thiago Motta que se encaixam nesse perfil. Esses atletas, segundo o coordenador, ficam “flutuando” após os 20 anos e ficam à mercê de outras seleções nacionais.

Segundo ele, a CBF fará alterações nas categorias menores para conseguir criar uma boa base de jogadores profissionais para a próxima Copa do Mundo. (ANSA)

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